Nos últimos meses a pandemia está nos lembrando que a saúde mental é tão importante quanto á saúde física.

À medida que o impacto econômico e social da pandemia cresce, podemos esperar um aumento nas condições de saúde mental como depressão e ansiedade.

O sentimento de insegurança e medo, aumentou significantemente, fazendo com que o indivíduo desenvolva um outro sintoma, a compulsão.

Há diversos tipos de compulsões, mas nesse momento de pandemia a compulsão alimentar é a que vem sendo percebida por diversas pessoas.

Seria a fome emocional e a comida como recompensa?
A sensação de prazer que determinados alimentos parecem nos dar, vem da interação de algumas substâncias em nosso cérebro. A ação da serotonina que está relacionada a estados de humor. Acabamos escolhendo o doce por ser muito mais agradável ao paladar, nos dando bem-estar, disposição e energia.

Quando comemos para suprir carências emocionais, gera-se um sentimento de culpa por não manter o controle e autocritica.

O trabalho da psicoterapia será o de auxiliar e identificar quais os fatores desencadeantes.

Para matar a fome real, qualquer alimento serve, mas para matar a fome emocional os alimentos são específicos.

Precisamos enfrentar situações difíceis de forma proativa e não compensar nossas carências emocionais através do alimento.

Devemos buscar uma vida saudável para o nosso corpo e nossa mente. Porque não há saúde sem a saúde mental.

Dra. Lia Senra